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20/05/24 - Ensino Médio
CarmUN 2024: turmas do Ensino Médio participam de simulação das Nações Unidas

Estudantes do Ensino Médio do Colégio Carmo participaram, no último dia 17 de maio, do CarmUN 2024, com uma simulação da Assembleia do Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados - ACNUR, debatendo a crise migratória no continente americano. A turma do 3º ano representou ativistas e delegações de dez organismos internacionais. Já as turmas do 2º ano assumiram o papel de delegados de 31 países das Américas.

Como se fossem diplomatas da Organização das Nações Unidas (ONU), os alunos identificaram os desafios e apresentaram propostas de soluções para garantir a proteção internacional de grupos refugiados nas Américas. A principal referência temática foi o Minionu, evento organizado no curso de Relações Internacionais da PUC-MG.

Duas estudantes do 3º ano representaram as ativistas Emtithal Mahmoud e Maha Mamo, que atuam em defesa dos refugiados e apátridas. A turma assumiu também a representação de organismos internacionais em prol dos direitos humanos, como a Anistia Internacional, Human Rights Whatch, Cruz Vermelha e Unicef.

“Nos estudos sobre a crise migratória, vimos que 80% dos refugiados do mundo estão nas Américas. No continente, há situações humanitárias desafiadoras. A Venezuela enfrenta uma das maiores crises de deslocamento do mundo. No Panamá, milhares de refugiados se arriscam numa travessia ilegal através da Selva de Darien, enfrentando a ação de narcotraficantes e outros grupos criminosos. Além daqueles que são obrigados a deixar seu país para fugir de conflitos e violências, há os refugiados do clima, atingidos por furacões, enchentes e outras catástrofes ambientais”, destacou a professora de Sociologia, Luciana Mendonça de Melo, responsável pelo CarmUN.

Esta é a terceira edição do projeto. “Simulações desse tipo contribuem para o desenvolvimento de habilidades de comunicação não-violenta, debate e cooperação relacionados a situações complexas e atuais da geopolítica mundial, estimulando o respeito aos direitos humanos”, explicou a professora.

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